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CARTA ABERTA AOS RELIGIOSOS DAS TRADIÇÕES AFRO-BRASILEIRAS

Policia na porta

FEDERACAO DE UMBANDA E CANDOMBLÉ

Espero que esta mensagem (carta) encontre cada um de vocês bem e em paz. Escrevo-lhes não com a intenção de causar discórdia, mas com a esperança de compartilhar informações e orientações que possam iluminar nosso caminho espiritual e coletivo.

A rotina acelerada e as obrigações diárias frequentemente nos consomem por completo e tiram de cada um a oportunidade de conhecer melhor sobre seus direitos e deveres e a maioria acaba vitima da sua desinformação e ou do ouvir dizer, ou seja, a fofoca criando desinformação.


Que este alerta seja recebido com corações abertos e mentes receptivas, pois juntos podemos construir uma comunidade mais consciente e resiliente. A pergunta a ser respondida é: Qual a solução para tanta injustiça e perseguição? Os religiosos das tradições afro-brasileiras, ao longo dos anos não tem se interessado por assuntos que falam sobre direitos e deveres, desejam quando muito, conhecer direitos, pior fica, quando se fala de legalização.


No entanto, é imperativo despertar para uma realidade que está se desenrolando, e você pode ser o próximo alvo. É crucial permanecer atento às situações que possam comprometer a integridade de direitos e da liberdade de professar nossa fé.


Afinal, somente quando nos tornamos vítimas, compreendemos a importância de estar informado, orientados e vigilantes quanto a direitos e deveres.


A leitura deste texto deve ser livre de preconceitos e conceitos antigos. Assim como você, ninguem aprecia ser comparado ou julgado por práticas que não adota, é essencial evitar generalizações e, em vez disso, analisar, ponderar e comparar, antes de tirar conclusões, nunca as tires por ouvir dizer. Com informação e comparações acertadas, sua consciência estará livre para fazer escolhas acertadas em defesa dos seus direitos, sem se deixar levar por terceiros que defendem os deles, sem pensar nos seus.

POR QUE FALAMOS ISTO

Uma vez mais, a polícia está à porta, causando constrangimento abuso de poder, por conta de denúncias e tambem por falta de conhecer seus direitos e como se impor diantes de certas situações.


O pior e ver indivíduos oportunistas se aproveitam da situação. Oportunismo e desinformação tornaram-se uma constante na vida dos praticantes de umbanda, candomblé e jurema, que há muito enfrentam perseguições religiosas e situações constrangedoras.


Estamos presenciando, novamente, a disseminação nas redes sociais de um religiosos e toda uma casa, sendo constrangido e sujeito a abuso de poder, violando nossos direitos.


Entretanto, é hora de fechar os olhos para desinformações, ignorar o oportunismo e abrir os olhos para a verdade. Precisamos agir proativamente, não apenas reagir. Em vez de nos revoltarmos, devemos contribuir para a solução, seguir exemplos positivos e não sermos manipulados por oportunistas.


É fato que vivemos, há muito tempo, em meio a intolerância e discriminação, uma triste realidade de perseguição, racismo e intolerância religiosa. Infelizmente, muitos se aproveitam dessas situações para ganhar notoriedade, gravando vídeos e manifestando revolta sem buscar soluções reais. Não querem resolver o problema, apenas explorá-lo para continuar a prevalecer.


Nesses momentos, políticos surgem apenas quando as câmeras estão ligadas, e influenciadores de ocasião aparecem com discursos mobilizadores. Isso faz com que os seguidores esqueçam de questionar onde essas figuras estavam antes dos incidentes e para onde irão depois que as luzes se apagarem.


Muito Cuidado, seguidores das tradições afro-brasileiras, para não serem manipulados novamente. Denúncias anônimas se multiplicam, levando os praticantes a serem acusados de perturbação e barulho. Tudo isso são desculpas esfarrapadas para a prática do racismo, preconceito e discriminação religiosa.


A solução é simples e preventiva, mas a escolha errada e o oportunismo complicam tudo.


Sabemos que a fragilidade e falta de conhecimento nos tornam alvos fáceis. O maior crime não é apenas a perseguição externa, mas a falta de consciência, informação e responsabilidade.


Condenar as federações de forma genérica é um erro. Instituições sérias, como a FEDERAÇÃO AFRO BRASIL que desempenham um papel de orientação e socorro diante dessas ocorrências.


Infelizmente, assim como há maus praticantes, advogados e pessoas em qualquer área, existem federações de fachada. Generalizar é injusto, pois quem generaliza coloca todos no mesmo saco, incluindo aqueles que buscam informação e solução.


ISTO É FATO E DEVE SER LEVADO EM CONSIDERAÇÃO, OU NÃO?


A solução está em criar uma consciência participativa, entender que estar legalizado é uma necessidade e uma questão de responsabilidade. A Credencial Religiosa deve ser um documento de fé pública, com formato de identidade religiosa, e não uma carteirinha sem valor jurídico.


Para enfrentar fiscalizações e defender seus direitos, é preciso estar legalizado via Credencial Religiosa e ter o espaço regularizado pelo CNPJ. Escolher uma Associação Federativa estruturada, que ofereça documentação válida e suporte, é crucial.


Evite comparações infundadas, não generalize, não busque soluções baratas que resultam em documentos sem valor. A luta contra o estrangulamento social e financeiro passa por estar na legalidade, com uma estrutura que de fato vai lhe atender e dar segurança.


É hora dos Religiosos das tradições afro-brasileiras criarem consciência organizacional, abandonarem a desinformação e não serem manipulados por oportunistas.


A comunidade precisa se organizar, estar legalizada, chegou a hora de agir coletivamente, construir uma consciência participativa e estar preparado para enfrentar os desafios. Unidos pelo axé, podemos superar injustiças, deixar de ser vítimas e ser protagonistas de nossa história.


Oportunismo não pode ser a tônica; é hora de sermos a voz da liberdade religiosa, com legalidade e informação como nossas maiores armas. Cada um com suas escolhas, pois quem caminha na ilegalidade faz parte do problema. Fazer parte da solução e estar seguro é estar legalizado.


Você está legalizado? Esta é a questão que cada um deve escolher para não ser o próximo alvo. não culpe ou procure culpado, quando você quem sofre as consequencias e irá pagar pelo prejuízo e sofrer os constrangimentos. A escolha é sua, viver na ilegalidade ou estar na legalidade e no direito de lutar e cobrar o que é justo e esta na lei. PAI GÂMBI - PRESIDENTE FEDERAÇÃO AFRO BRASIL www.federacaoafrobrasil.com.br

FEDERAÇÃO AFRO BRASIL


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